Protocolo de reabertura: veja os 13 cuidados para abrir seu Restaurante

protocolo de reabertura
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Desde o início do isolamento social e do fechamento dos estabelecimentos comerciais, os restaurantes têm criado novas formas para driblar a crise financeira. Em algumas cidades e estados, as regras locais já permitem a reabertura dos negócios. Maas é preciso se preparar para uma nova realidade.

Pensando nisso e, inspirados pelo material da Abrasel e outros de estudos, nossos especialistas selecionaram as melhores dicas que podem ajudar a criar o seu protocolo de reabertura, sem colocar em risco a saúde dos colaboradores, dos clientes e ainda respeitando as normas sanitárias.

Protocolo de reabertura: 13 dicas indispensáveis para reabrir seu Restaurante

Abrir as portas para o público vai exigir preparo e atenção redobrada daqui pra frente. Essa readequação é indispensável e pode ser o primeiro passo para a retomada do movimento.

Para ficar de mais fácil entendimento, separamos este conteúdo em duas seções, conforme o tipo de operação:

  1. Atendimento local (salão);
  2. Delivery, Takeaway ou Drive-Thru.

Mesmo que o seu restaurante opere em outro modelo, as dicas são muito válidas. Aproveite para tomar nota!


I – Atendimento local (salão)

Para começar a receber os clientes dentro do seu restaurante depois de tanto tempo, você terá que:

1 – Reduzir a capacidade de atendimento

No reinício das operações, será necessário reduzir a capacidade de atendimento. E isso não apenas em função dos possíveis horários e quadro de funcionários reduzidos, mas para atendimento às novas regras.

O que fazer? Reduza a quantidade de mesas e cadeiras disponíveis em pelo menos 50% do volume total. Isso pode variar em cada negócio, mas a recomendação é reduzir o número de lugares.

Por quê? Com mais pessoas aglomeradas, o risco de contágio pelo novo coronavírus é maior. Para evitar a proibição total a regra é clara: evite aglomerações.

2 – Distanciar as mesas

Para seguir um dos protocolos de reabertura, é preciso criar uma disposição diferente no seu salão, ampliando o distanciamento das pessoas.

O que fazer? Mantenha o espaço mínimo de 1 metro entre as cadeiras e 2 metros entre as mesas. Se não conseguir mover as mesas que não vai utilizar, lembre-se de identificá-las, evitando assim que o seu público use.

Por quê? O espaçamento entre as pessoas da mesma mesa e de outras, pode ajudar a reduzir a proliferação do vírus e se devidamente executado, pode dispensar o uso de máscaras pessoais, ficando a critério do cliente a sua utilização ou não.

3 – Medir a temperatura dos clientes na entrada

Embora não seja uma regra explícita do protocolo de reabertura, a recomendação é medir a temperatura dos clientes.

O que fazer? Ter alguém na entrada controlando o fluxo de pessoas e medindo a temperatura tem sido uma prática adotada por muitos estabelecimentos comerciais como shoppings e lojas.

Por quê? A medição rápida pode ajudar a identificar possíveis sintomas do covid-19. A ideia não é criar nenhuma barreira discriminatória, mas sim alertar para um dos sintomas mais comuns do vírus: a febre.

4 – Disponibilizar álcool em gel

Nenhuma novidade até aqui, mas o que antes era um elemento supérfluo, passa a ser parte do dia a dia dentro dos restaurantes.

O que fazer? Deixe as embalagens ou dos dispensers de álcool em gel devidamente visíveis e identificados, na entrada, saída, caixa e em locais de grande circulação de pessoas, ou seja, em pontos estratégicos.

Por quê? A higienização pessoal continuará a ser uma preocupação e um dos pré-requisitos para redução do risco de contaminação.

5 – Utilizar cardápios digitais

Os cardápios impressos devem ser aos poucos substituídos por novas soluções que facilitem o manuseio e acesso às informações. Isso, é claro, naqueles estabelecimentos que ainda não utilizam essas inovações.

O que fazer? Pesquise por alternativas que possam reduzir custos com impressões e atualizações de informações.

Cardápios digitais em tablets, totens de autoatendimento ou soluções para pedidos com envio direto à cozinha podem tornar sua operação mais eficiente e mais segura.

Por quê? A insegurança sobre as formas de contágio do vírus fará com que muitas pessoas evitem usar objetos ou cardápios de uso comum, que são tocados por várias pessoas. Sem contar que, higienizar uma tela é mais fácil e rápido, do que passar página por página do menu.

6 – Embalar os talheres e só montar a mesa próximo ao serviço

Antes era muito comum já encontrar as mesas montadas em um restaurante. Mas essa realidade também deve mudar daqui em diante.

O que fazer? Evite deixar os utensílios como talheres, copos e pratos expostos ou em cima das mesas. Caso opte por facilitar o serviço, embale os talheres e guardanapos individualmente.

Por quê? os itens de uso pessoal não devem ser compartilhados e precisam ser limpos e reembalados a cada uso. Assim, deixam de ser possíveis transmissores.

7 – Limpar as superfícies comuns

A limpeza e higienização serão avaliadas cada vez mais de perto e devem ser motivo de cuidado especial.

O que fazer? Oriente os seus colaboradores para higienizar mesas, cadeiras, bancadas e balcões utilizando álcool 70%, água sanitária ou hipoclorito (1%). O mesmo vale para a higienização dos cardápios.

Por quê? Todas as superfícies de contato direto devem ser limpas para evitar o contágio em massa.

8 – Ampliar o arejamento e ventilação do ambiente

É muito importante deixar o espaço limpo e com bastante circulação de ar.

O que fazer? Se o espaço contar com janelas, vale a pena deixá-las abertas ou alternadas. Os ventiladores também são excelentes opções. Lembre-se de que os filtros dos aparelhos de ar-condicionado devem ser substituídos com maior frequência.

Por quê? Manter o ambiente bem arejado e ventilado fará com que o ar circule mais facilmente e se renove.

9 – Manter os sanitários higienizados

O cuidado com a limpeza não se restringe ao salão. É preciso pensar em todo ambiente. Da porta para dentro e da porta para fora.

O que fazer? Os banheiros devem ser limpos no intervalo de no máximo duas horas durante o período em que o restaurante ficará aberto. Outra dica é deixar tudo preparado para a abertura. Para essa limpeza, são indicados o uso do álcool 70%, água sanitária ou hipoclorito 1%. Evite disponibilizar aos clientes toalhas de mão que não sejam descartáveis.

Por quê? Qualquer ponto de contato em que muitas pessoas toquem precisam ser higienizadas constantemente.

10 – Evitar o uso de dinheiro

Novos estudos apontam que o uso do dinheiro será menos rotineiro. Não só por ser uma tendência tecnológica, mas agora mais do que nunca, opções menos arriscadas.

O que fazer? Se puder, opte pelos meios de pagamento digitais. Estimule os clientes a utilizarem mais os cartões de crédito e de débito ou os meios online ou contacless, ou seja, sem contato.

Se utilizar máquinas de cobrança de cartão, lembre-se de higienizá-las da mesma forma. Outra opção é embalar os equipamentos em plástico filme, que também deve ser renovado, preferencialmente de um dia para o outro ou conforme necessidade..

Por quê? As pessoas vão quer ter cada vez mais controle sobre o que passa em suas mãos. Se o cartão é pessoal ou se a carteira é digital, por exemplo, não há troca de dinheiro ou moeda que, geralmente passam de mão em mão infinitas vezes.


II – Delivery, Takeaway ou Drive Thru

As operações de Delivery, Takeaway e Drive Thru também estão e continuarão sendo modificadas para atender as novas necessidades dos consumidores. Isso inclui, portanto, em repensar desde o modo como os alimentos são embalados a como são entregues ou distribuídos.

Assim, quem investe em vendas para retirada no local ou para entrega precisa:

1 – Reforçar os lacres de segurança

As preocupação com o risco dos alimentos, embora ainda não comprovada, deve fazer com que os consumidores fiquem mais cuidadosos em relação à embalagem dos produtos.

O que fazer? Os pedidos devem ser devidamente embalados e lacrados para evitar ao máximo o contato com superfícies externas.

Por quê? Ao isolar os alimentos e instruir os clientes sobre o manuseio correto, as chances de contaminação podem ser reduzidas.

2 – Higienizar bags, capas e capacetes

Considerando que mesmo em baixa, um motoboy, faça em média de 3 a 5 viagens diárias, tanto o número de locais visitados, quanto o número de pessoas que podem ter contato direto podem chegar a até 3x mais.

O que fazer? Além de paramentados, os entregadores também precisam ter disponível produtos para a devida higienização dos equipamentos de trabalho. Outro pré-requisito são os equipamentos de proteção individual como as máscaras pessoais.

Por quê? Lembre-se de que os entregadores são responsáveis por fazer com que o seu alimente chegue até a casa ou trabalho dos clientes, mesmo durante a pandemia.

Então, é preciso pensar nessa experiência como um todo, reduzindo pontos de contato e dando maior segurança a todos.

3 – Manter o distanciamento no pedido e entrega

O contato na entrega também deve ser reduzido, na medida do possível. A instrução básica é não ficar muito tempo próximo e manter a máscara inclusive durante a comunicação.

O que fazer? Se o seu restaurante ainda não trabalha com pedidos antecipados, encomendas ou takeaway e os pedidos são feitos no balcão, demarque no chão o espaço entre os clientes, para evitar filas ou aglomerações.

Se possível, disponibilize opções de entrega sem ou com baixo contato. Combine com os clientes a melhor forma e onde os entregadores podem deixar os pedidos e retirar o pagamento, se for pago na hora.

Por quê? A proteção de colaboradores e clientes deve ter a mesma prioridade e preocupações iguais.

O que esperar na fase pós-pandemia?

Além do protocolo de reabertura com as exigências sanitárias mínimas, é muito importante alinhar os novos processos internos com todos os colaboradores – diante do novo cenário.

Esteja a sua equipe reduzida ou não, também terá que ser devidamente equipada e protegida. É claro que todos querem voltar a trabalhar, mas antes, é indispensável ter as condições necessárias para isso.

Como você viu a circulação dentro do espaço, o modo de tirar pedidos, de montar a mesa e servir serão bem diferentes. A forma de receber dos clientes também deve mudar gradativamente para opções mais seguras.

Talvez o mercado em si não seja como antes, afinal as pessoas e restaurantes terão novos comportamentos e posturas. Não é possível ainda dizer o que irá acontecer no futuro. Mas uma coisa é certa: a reinvenção dos negócios fará parte disso tudo!

Se você ainda não ouviu, aproveite para conferir o nosso podcast exclusivo sobre os principais movimentos do Food Delivery e sobre a retomada no Brasil e pelo mundo.

E você, o que tem feito por aí? Quais são as expectativas? Conte com a Goomer nessa fase!

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